quarta-feira, 9 de agosto de 2017

De novo



De novo, pelos versos da serra de São Mamede, 
onde a poesia está livre de perigo, e sentado nela, 
serra, como que numa grande varanda, diante 
das planícies, da alegre cidade e sob um magnífico 
céu azul, tudo aparenta pertencer aos primeiros 
tempos de almas mais simples. Pouco há a explicar: 
encontro nas palavras um confortável e natural silêncio 
e se me recordo da vida, não é para a amaldiçoar 
ou lastimar, sequer, porque, foi, e é, aquilo que poderia, 
e pode, ser: o turbilhão da cor que quiserem que seja. 


[sobrevoo]



2 comentários:

  1. Pois... de novo... ficarei com umas palavrinhas daqui, tuas, debaixo de olho... para qualquer dia, as destacar lá no meu canto... :-D
    Vou já avisando... e abusando do teu talento e inspiração... :-P
    Beijinhos
    Ana

    ResponderEliminar
  2. Realmente, pouco há a explicar: É muito bom, Henrique!
    Bjks

    ResponderEliminar